UM GUIA PARA PROMOVER A LINGUAGEM INCLUSIVA EM PORTUGUÊS

[ PORQUE EXISTE UMA COMUNICAÇÃO INCLUSIVA? ]

Um dos fatores mais importantes no ambiente de trabalho é o bom relacionamento entre as pessoas e a comunicação é uma ferramenta chave para estabelecer um ambiente seguro. Comunicar-se de forma inclusiva significa ter a consciência de que um ambiente de trabalho é composto por pessoas com diferentes características e identidades e por isso é importante comunicar-se incluindo, valorizando, respeitando e acolhendo toda a diversidade inerente ao ser humano.
A empatia é essencial para comunicar-se de forma inclusiva.

Ter empatia é desenvolver a capacidade psicológica para sentir aproximadamente o que sentiria uma outra pessoa caso estivesse na mesma situação vivenciada por ela, procurando experimentar de forma objetiva e racional o que sente outro indivíduo. Uma vez que a empatia começa com a informação, a seguir apresentamos algumas orientações para comunicação que promova a equidade de gênero e respeite e inclua mulheres, pessoas negras e, LGBTQIA+ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros, Intersexo e Assexuais) e pessoas com deficiência.

Você já deve ter ouvido falar a palavra ” TODES* ou AMIGUES*” nos últimos anos né?
Entenda o porque e conheça o manifesto ILE PARA UMA COMUNICAÇÃO RADICALMENTE INCLUSIVA criado por Andrea Zanella e Pri Bertucci CEO da [DIVERSITY BBOX] em 2015 como tentativa de inclusão do gênero não-binário na língua portuguesa e como alternativa para a usual generalização no masculino. (*O correto é utilizar o ‘e’ em palavras neutras como ‘todes e amigues’, e não ‘x’ ou ‘@’ em alguns casos por conta do leitor de palavras para deficientes visuais)

O Secretariado-Geral do Conselho da União Europeia lançou um guia de “comunicação inclusiva” em língua portuguesa, de forma a que a comunicação “inclua todas as pessoas e evite estereótipos”.

O documento, que conta com versões em todas as línguas oficiais da União Europeia, destaca a questão do gênero. “A linguagem sensível à questão do gênero trata as mulheres e os homens de forma igual, sem perpetuar as percepções estereotipadas dos papéis de cada pessoa em função do gênero. Ao ponderar alternativas sensíveis à questão do gênero, é preciso ter sempre em conta eventuais ambiguidades ou inflexões de sentido e escolher a solução mais adequada”, refere o documento.

O documento propõe, a título de exemplo, que se substitua a designação “o coordenador” por “a coordenação”; “o interessado por “a pessoa interessada”; “os políticos” por “classe política”; “os professores/enfermeiros” por “pessoal docente/de enfermagem” ou “as senhoras da limpeza por “pessoal da limpeza”. “Nas referências ao conjunto do gênero humano deverão utilizar-se expressões como a ‘humanidade’, o ‘ser humano’, ou as ‘pessoas’, em vez do termo ‘homem’”, destaca o mesmo texto.

No que se refere às relações de casal, os documento da União Europeia defende que termos “parceiro/parceira” ou “cônjuge” são mais inclusivos do que “marido/mulher”. O documento explica ainda que a linguagem oral ou escrita deve pôr sempre a tônica na pessoa. “Em vez de ‘as lésbicas, os gays, os bissexuais, os transgênero, os intersexo’, diga ou escreva ‘pessoas lésbicas, gays, bissexuais, transgênero e intersexuais’ ou ‘pessoas LGBTI’”

GUIA DE COMUNICAÇÃO INCLUSIVAMANUAL PARA USO NÃO SEXISTA DA LINGUAGEM
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